Enquanto aluno do Mestrado em Desenvolvimento Comunitário na Murdoch University, Perth, Australia Ocidental e a realizar uma disciplina com o nome “Regiões Resilientes,  tive a oportunidade de visitar, recentemente, algumas iniciativas portuguesas de relevo na área da Transição.
Durante Dezembro 2014, reuni com Luis Pereira (Iniciativa de Transição em Telheiras/Associação Viver Telheiras), Bé e Mia (Cooperativa Fruta Feia), Amandine Gameiro e Peter Bastiaan Zin (Quinta do Luzio) e visitei diversas hortas urbanas na Amadora e em Oeiras.  O objectivo foi encontrar alguns case studies portugueses, estabelecendo um ponte com case studies australianos que envolvam sustentabilidade, resiliência, permacultura, comunidade, democracia participativa e eco empreendedorismo. Estas iniciativas serão comparadas e contrastadas com iniciativas semelhantes na região de Denmark, Australia Ocidental.
Em jeito de balanco, pude escutar a Solastalgia – preocupações existenciais causadas pela mudança ambiental (Albrecht, 2010), observar os esforços continuados para criar lugares com significado (Beatley, 2004),  observar os resultados na criação de um espírito local e comunitário – genius loci (Seddon, 1997). Resiliência e adaptabilidade ou, por outras palavras, uma capacidade para absorver perturbação e manter as funções (Walker e Salt, 2006) estão claramente presentes nestas várias iniciativas, assim como uma busca constante por incorporar os princípios de permacultura apresentados por David Holmgren.

De novo, o meu agradecimento à disponibilidade e acolhimento.

Hugo Jorge
Perth, Western Australia